Meus irmãos, temos grandes nomes da música morando nesse bairro. Pegue o exemplo de Itamar Collaço. Granjeiro, baixista dos melhores do Brasil, auto-didata, professor na ULM (hoje EMESP). Já tocou com Astor Piazzola, Zimbo Trio, George Benson…
Acompanhou o show de Lanny Gordin… no Rock in Rio! Tinha uma verdadeira “muralha” de amplificadores preparados para esse show. No teste do som, deu uma cutucadinha na corda do baixo e caiu pra trás com instrumento e tudo. Só uma curiosidade…
Agora, porque estou falando tudo isso agora? Porque provavelmente vocês nunca ouviram falar do Itamar. Ele é conhecido mundialmente, quebra o galho de muitos grandes artistas que precisam de um baixista capaz de ler uma partitura complicada de primeira vista e capaz de interpretá-la de modo brilhante e natural. Isso é RARO. Ele mora logo ali, no São Paulo II…
Bom, mas até aí tudo bem. A fama de um músico de Jazz quase limita-se àqueles que realmente estão ligados a esse mundo de alguma maneira. Mas perae, o post é sobre…
Jennifer Lo-Fi. Conhece? A banda já atingiu a MTV, já ultrapassa os milhares de views no youtube, myspace, já conta com uma vasta legião de fãs que a clamam como melhor banda brazuca dos tempos atuais. 4 dos integrantes são granjeiros.
Tudo começou num estúdio de gravação, em que juntaram-se os então colegas de Myspace e produziram um som visionário, que impressionou os próprios integrantes. Surge a banda.
Tem algo de Björk, meio grunge, meio Pop Brasil, na vocalista Sabine. Isso prendeu minha atenção inicialmente… Logo depois, há o envolvimento com a bateria melódica, fraseada e empolgante de Luccas (granjeiro), claramente inspirada nas melhores bandas independentes atuais que usam dos mesmos recursos “climáticos” (como Hurtmold, The National e Broken Social Scene). A melodia é contraposta por baixo e guitarras:
Caio (granjeiro) – Guitarra
Zé Barrica – Guitarra
William (granjeiro) – Baixo.
Aliás, o Tuco (outro granjeiro) faz uma função plástica à banda, adicionando elegância e mistério… e um clarinete ou algum outro instrumento “exótico”. Eu curti isso, coisa que geralmente não sou de curtir. Dessa vez deu muito certo!
Não vou tão longe quanto os fãs que clamam ser a melhor banda dos tempos atuais, até porque sou fãzinho tanto quanto novo. Admito que não gosto nem um pouco quando a banda resolve cantar em inglês, por exemplo. Ou quando a música é meio que uma bagunça (não no sentido bom) e a letra se vê indecisa e fraca perante à melodia…
Mas, convenhamos, é uma banda nova. O potencial é vertiginoso, alternativo e lindo. Tem tudo pra dar muito certo e já está dando!
Leia e Ouça!!
Links da banda:
Estou quase parando o carro. Os galhos e moitas da calçada judiam do meu pobre “Lebowsky”. Meu Toyota, Corollão, 97. Ele revida. Ele tem um adesivo do Jack Daniel’s no seu “portal de gás”.
Desfere o golpe, abro a porta. Desço do carro, portão aberto, casa aberta. Johnny, Nico, Wendell e abraços. Nico resmunga. Eu tento explicar. Johnny explica; Nico chora. Amigos partem. Nico, dorme.
(Nico é meu amigo gordo feliz)
Partiu Ozé Temaki! Vira a direita! Ui! Quase que eu esqueço… Estaciono o carro e adentro a Temakeria, Terça-feira a noite. A recepção não poderia ser melhor, pois estavam lá para nos recolher, o ilustre dono do espaço; Beto Ciavaglia, além do gente finíssima Johnny (outro Johnny), gerente e braço direito do mestre. Estavam contemplando as mudanças programadas para as próximas semanas na temakeria… E nos convidaram a observar e analisar junto a eles! Abraços e um longo papo depois, sentamos à mesa e pedimos uma Heineken e 2 Temakis.
É muito bom ter esse contato direto com os máximos responsáveis por toda a “extravaganza”. Melhor ainda que seja feito assim, de uma maneira aberta, alegre, franca e espirituosa! Encontro isso no Serafim e no João do Grão, que não são bares, mas são das melhores opções de comida que temos na Granja Viana. Ou, também, no caso do Ulabiná, que é um espaço tão supimpa quanto.
Desde a primeira vez que comi um temaki no Ozé (na época feito pelo próprio) até hoje, me sinto igualmente à vontade. Não obstante, o espaço é bonito, jovem, descontraído. Com grafite nas paredes e diversas artes inspiradas na paixão do dono por heróis japoneses.
O público é do mais variado, lota razoavelmente quando rolam os shows ao vivo. Os músicos chamados recebem integralmente o couvert artístico (o preço varia conforme o artista) e tem ampla liberdade de consumo no restaurante; a famosa “comandinha do músico”. Assim, trabalham mais tranquilos e à vontade. O público agradece.
O atendimento foi alvo de algumas críticas no passado, mas a temakeria já está passando por um fortalecimento neste sentido pois, infelizmente, não inventaram ainda a clonagem; Beto, só tem um. Gradualmente, o elenco de garçons e sushimen vem se encorpando. A qualidade dos produtos é indubitável. Tem excelentes drinks, como a caipirinha de saquê, meu voto na lima-da-Pérsia ou Kiwi! Boa cartela de bebidas baratinhas, entre os melhores preços de bebidas em restaurantes e bares da região. Importante o destaque: é o que mais cria promoções “filo-alcoólicas”.
Pessoalmente, acho que todos os bares deveriam manter-se dinâmicos, com muita promoção mesmo, abusando da criatividade, sendo benéfico para ambas partes. Cliente e Bar. Sempre lembro do caso em que estive no Hooters Bar, em Hollywood, e abri o cardápio encontrando uma cartela infindável de promoções legais, semanais e mensais, inclusive para policiais e bombeiros…
Pequeno aviso. Os adjetivos enfraquecem se não é o próprio Beto a encoxar essas cornetas abençoadas, coisas-linda-di Deus, que chamam de TEMAKI! Clonagem, infelizmente, ainda não; de novo. Todavia, nonetheless, nenhumomenos, continuam sendo bons temakis. Mantém o preço do rodízio a um preço justo e com direito a temakis à vontade. Obviamente, os temakis do rodízio são bem mais modestos que os à la carte. Mas aviso que são iguais, senão superiores, a muitos outros “japas” que cobram o olho da cara…
É fácil pro cliente sentir-se à vontade com um clima desses. Sim, eu quero um atendimento bom, produto de qualidade, por um preço honesto. Mas além de tudo isso, temos gente a fim de que o granjeiro realmente esteja lá; coma lá, fale de lá, escreva de lá… Quero donos/empreendedores/chefes com compreensão total do que é cada setor de seu negócio. Como Beto é Sushiman, Faxineiro, Eletricista, Gerente, Caixa… e “Ultraman”, nas horas vagas!
O fato é que queremos sempre algo mais! Ozé tem Pebolim, Live Paintings e Tatuagens, Fliperama com mais de 200 jogos, shows de diversos estilos e de qualidade… Tem motivos de sobra pra concretizar-se cada vez mais como um espaço reservado na vida noturna do Granjeiro.
Ah, peça um Tataki, próxima vez que for! É um Temaki de Salmão com gengibre… Com um pouco de Shoyu fica DUKA!
Com licença e Sazon,
Eric.
Esse último sábado, resolvi dar uma passadinha no Ozé Temaki, ali no final da José Felix, comer um temaki e comparecer ao show dos caras. Não imaginava que estaria lotado! Na verdade o que muito me comoveu, foi que o público inteiro parecia ter mais de 30, 40 anos (salve a garotinha de uns 8 anos, dançando freneticamente). Me impressiona, pois o clima estava bastante animado e poucos jovens se interessaram em ir! Ou não souberam da existência do show…
Formada em 2007 pelos músicos Henry Yamamoto (violão, flauta e voz), Ulisses Barbieri (violão, guitarra e voz) , José Augusto (bateria e voz), Edson Izidro (baixo e voz), Alfredo Santos (teclado), o Plano B pode ser uma novidade pra quem gosta de um bom e velho baú, enérgicamente executado num repertório muitas vezes deixado de lado por bandas “cover” atuais. Aliás, raramente verão nesse site uma divulgação de banda cover, mas nesse caso me deixei levar pela dancinha do baixista, pela vibração nos punhos, olhos e bocas de cada um; pela alegria dos integrantes em criar algo sincero e divertido.
Interpretando músicas que datam dos anos 60 até o presente, a banda prima pela garimpagem de um repertório de músicas (internacionais e nacionais) que marcaram épocas, inclusive vivenciadas afetivamente pelos próprios integrantes e ouvintes na adolescência: a tal da “química” com a platéia. Não sei se chegará o dia em que ousarão compor músicas originais e autorais. Sinceramente? Nem precisa; pois quem conhece, sente e toca as músicas que marcaram sua própria juventude de coração, sabe interpretá-las, mesmo que não hermeticamente fiéis, mas com a mesma essência de outrora.
Links da banda:
- Página do Face
- Site com mais informações e sons: http://www.reverbnation.com/planob
Caros leitores. Escrevo agora para vocês com medo. Estou sentindo a palpitação em minha pele, a nuca e as palmas das mãos estão suando frio, uma leve pressão no peito taquicárdico. A dúvida é a causa de minha dramática digressão. Será que cometi um erro ao criar este blog, achando mesmo que eu poderia ser assaz competente e capaz?
Pois revelo a vocês, meus leitores, que hoje me sinto incapaz. Estou discorrendo sobre um lugar que sou completamente incapaz de escrever 10 palavras sobre, sem que uma delas proferidas seja um palavrão.
O mexicano é uma merda.
(Leia-se Merda)
Tá, calma, já comecei mal. Vamos pensar nos “pontos positivos” do lugar: O cardápio é variado, servem baldinhos de cervejas Long Neck, tem tequila, fica no Centrinho da Granja (OOOH!!) e todo aquele chinfrim que pressupõe un lugar merrricano, traduzido em tupiniquim. As “especialidades” da casa, pratos mexicanos como o Burrito, são servidos temperados, com molhos… São servidos. O melhor de tudo é que fica sempre aberto! Tem shows ao vivo, sempre lota, ou no mínimo há um grupo de seres… O dono de lá era o Batata, brother, gente fina!
Um astro de hollywood aparece, tocando tambores legítimos mexicanos
Macacos me mordam! Pombas, meu irmão! Omar Xarife, me enfia o dedo no nariz!!
Calma Eric, deixe de violência! O pior já passou. Agora vamos ao que interessa:
Chamei o garçom de sempre, aquele menino com cara de assustado que infelizmente não lembro o nome. Pedi a entrada e o prato que ele dizia ser a “especialidade da casa”: Nachos e Burritos + Cerveja Original. Até aí tudo lindo; tirando o semblante Charlie Brown do menino, que já tava me perturbando.
Os nachos vem com uma quantidade ridícula de molho. Não dá pra metade da quantidade de “nachos” que vem. Os nachos não são de todo o mal, nem os molhos. Mas são nachos sem gosto, do tipo feito para ser servido com uma bela e exorbitante quantidade de molhos e cheddar, compensando a falta de gosto do nacho e adicionando ao seu “crocantismo” estupendo. Mas os molhos são sem graça, o Sour Cream parece… … e o cheddar é daqueles que se encontra no Assaí, na promoção. 1kg de gordura processada com corante laranja, R$ 4,00. O burrito também, deveria ser devidamente recheado com bastante molho (principalmente guacamole, a minha quedinha) e vem a mísera sentença de 2 colherinhas de cada, 3 opções, separadas em mini tigelinhas. Isso pelo burrito conter uma caralhada absurda de temperos. Você tem a plena sensação de estar comendo tempero: e isso não é gostoso. A carne é de qualidade duvidosa e seca. Filé mignon deve ser suculento, como manda a cartilha, como sempre acostumei a comer. “Podia vir mais molho, né?” Falei pro garçom. Charlie Brown só dá risada e vaza. O banheiro? são 2 quartinhos, 1 feminino o outro masculino. O fedor de excrementos e as pocinhas dos tortinhos aumenta conforme a clientela, é cartesiano. Fora fila, dependendo do dia…
- Então tá Eric, achamos o problema. Você é um burguesinho de merda! É um lugar simplório com seu sertanejo e technobrega diário! Luão Santana nosso de cada dia… Deixa os caras, vai pra pub, vai pra barzinho de rico, sai fora bichona!
Então tá, vozinha escrota que fica na minha cabeça. Eu sei que tu curte um Araketu. Mas, olhemos a conta.
Burritos (2): 19,90 reais
+
Nachos: 23,90 reais…
+
Original: 7 REAAAIS
Agora vamos raciocinar juntos. R$55,80 no total, serviço incluso. Se for pensar na qualidade e quantidade, é uma enganação. Não saí satisfeito e tomei apenas 1 cerveja. Quase 60 reais… Ao conversar sobre isso com amigos, chegamos às mesmas conclusões, além de todos concordarem que o MOJITO é FAJUTO. O intuito não é ser “popular”, “aqui tem sertanejo”? Então por que a Original está 7,00 reais? Acho por 3 reais na Beth. Pra que usar a grife, ou fachada, de ser um RESTAURANTE? Mexicano? Para diminuir os impostos, os gastos são menores… a idéia atrai tanta gente, né?
Bem feito, é muito gostoso.
Ah! Show sertanejo é uma mão na roda! do lado do Celeiro, então… Só aparece gente do bem, gente linda, gente fina, a nata de Cotia e Carapicuíba.
Olha, isso não é reflexo do que eu penso dos donos e do staff, tomara que não fique como algo pessoal. Pra mim isso é culpa da falta de concorrência. Mas retiro nada que disse. É uma pena que o Serrano não fica aberto até tarde, prefiro o bom e velho, ao cactus de sombrero. Se chamando Mexicano, é piada. Devia ser um Gordinho de boné.
O próprio nome já sugere um dos pontos que muito me interessa, nessa banda toda granjeira. O Quarto e Sala é uma banda tanto quanto despretensiosa, faz o seu som autoral sem a necessidade púrica de se ter um projeto acima do som. Nas vozes e guitarras de Julio Angelini e Iago Hamann, no contrabaixo de Gustavo Atallah e na batera de Allan “Brown” Martino; O som de cada um torna-se o projeto.
2012, banda com cara nova. Confesso que não pude ir a um show com o novo baterista Kaê “Frei” Leopoldo, já que Brown está a viajar pela França. Mas dei sorte dessa gravação ter a formação original para poder falar dela com propriedade. Se trata de uma composição do integrante experiente e único músico “profissional” do grupo, Julio Angelini (maioria das composições da banda, tem belas composições). ChoroSambaRock é uma música simples, porém muito bem gravada no estúdio NaCena, mixada pelo meu colega Éric Yoshino, onde fica bem evidente um dos pontos altos da banda. Uma guitarra limpa, bem colocada, marcando presença, inteligente e “funkeada”; som de Iago Hamann. A dinâmica, bom gosto e carisma de um batera (no caso o Brown), não fica tão evidente neste momento, pois é um músico que sabe respeitar o momento dos outros. Não preciso dizer o quanto isso é raro e importante.
http://soundcloud.com/quarto-e-sala/choro-samba-rock
No total, temos uma banda em crescimento, granjeiros com potencial. Pra quem não conhece, os shows são repletos de energia da platéia, pois contam com uma legião crescente de fãs; vale a pena comparecer!
Acompanhar próximos shows: Página no Face
Ouvir sons gravados da banda: Página no Soundcloud
PS: Aproveito para dizer que se tiverem mais bandas interessadas em ter seu material divulgado através deste blog, só mandar para o e-mail: ganjaviana@hotmail.com
A saga de avaliação de bares e festas, começa com o relato da nossa visita a uma franquia, aberta recentemente na Granja, de um tradicional e renomado bar. Não sei do quanto fará sucesso neste bairro, principalmente para nosso público mais jovem, mas…
Está na mira e no coração de muitos, desde 1902, quando ainda era uma padaria e confeitaria do imigrante alemão Adolf Steiner e de seu filho, Max Steiner. Segundo reza a lenda, Max reunia os amigos após o expediente para apreciar a bebida de sua terra natal, ó que coisa linda, ó: Cerveja! E, sabendo como bêbado é, em pouco tempo já era uma “referência” para os cervejeiros. Além de tudo, Max foi tornando-se famoso pelo prato que entitularam de Bife do Steiner: Bife cortado fino e acebolado, frito na manteiga, com molho de tomate.
Fomos em 3. Cabe dizer que causa um certo desconforto geográfico, estacionar no novo Square, ao lado da Dona Deloa, casa do novo Bar do Alemão – Granja Viana… E Tudo cinza… E olha só: encontramos no meio do caminho, uma livraria Nobel! Amarelinha também, né? Que nem a Saraiva, Fnac… Que bonitinho. Mais uma Nobel! Nossa, sempre ouvi de todos os meus amigos granjeiros, como eles adooooram e se sentem verdadeiramente felizes, completos de ter mais uma opção Nobel por perto. Parabéns, terninhos e gravatas! Uma só não bastava.
Mas, tá, não é de todo mal. Tem Burguer King, Subway, tem opções de mais salas de cinema (porque Shopping Granja Viana, convenhamos)…
Bom, como eu disse, fomos em 3. Para o azar dos 2 fumantes, o espaço não tem àrea reservada para este tipo de fumaça. Apesar da birra dos 2, adentramos o bar e nos sentamos à mesa em bancos bastante confortáveis. Os garçons numa vibe meio oktoberfest, mas com tédio ao invés de embriaguez, muitos deles macaco velhos. O bar não estava nada vazio, o público era mais sênior e havia poucas almas fêmeas. O lugar é amadeirado, é até pequeno e não se aproveita a música ou arte visual. Olhei pro cardápio. Me assustei com os preços do cardápio. Fotografei o cardápio. Ok, causei vergonha alheia por isso.
Havia dois tipos de Batatas fritas: Batatas Goma (Bem mais rechonchuda que o normal, em fotos de dar àgua na boca) e Batata palha (Chips, como descreveu Antonio, meu Garçom). Pedi? A Goma, mais 3 chopps Baden Baden.
A tal da Batata não sonha em superar a do restaurante do Ney, no Pátio Viana e fica muito longe da batata igualmente gorda do falecido bar The Jam. Ou seja? Decepção, pela bagatela de 18 conto. Os chopps Baden estavam meio quentes e não convenceram. Mais quase 8 conto, cada um. Ontem não foi o dia que a Baden tornaria-se meu chopp favorito. O bolso doía, resolvi pedir ajuda ao Antonio e ele me indicou, sem sotaque algum, o Bife a Parmeggiana, prato individual de 46 reais, especialidade da casa e descendente do Bife do Steiner. Meus olhos quase lacrimejaram. Pedi mais 3 chopps, junto ao bife. Dessa vez, Eisenbahn. Totalmente inocente de que este fato sim tornaria a noite, antes desilusão, algo finalmente especial.
Chegou o monumental Bife. Aplausos. Chegou o monumental chopp. Mais, muito mais aplausos!! E tudo chegando MUITO rápido. Tudo mesmo, rápido mesmo, mermão. Agora ao que interessa: belo bife. Não é o melhor que já comi (apesar da fome e da beleza tê-lo transformado momentaneamente), mas certamente uma delícia. Vale os 46 reais? O molho é um pouco ácido e vem acompanhado de Batatas Goma, cuja mediocridade já fora citada. Não acredito que um prato individual de bife magro, arroz, e molho de tomate num prato individual com porção pequena de batatas, por mais bem preparado, consiga custar mais que 15 reais à cozinha. O que definitivamente salvou a reputação do Bar, para nós, além do atendimento rápido, foi o chopp Eisenbahn.
Meu Deus. Não costumo babar ovo de cerveja de trigo e elas geralmente não entram na minha lista dos 5 favoritos… Mas esse chopp Eisenbahn é, com o perdão de meu francês, simplesmente de fuder. Encorpado na medida certa, gosto aveludado de cravo, geladíssimo e cremoso… Perfeição feita de trigo! Este sim valeu os quase 9 reais que, em consenso, nós 3 pagamos, cada um, aí sim! Felizes da vida.
No final, uma indigestão: entrada comum, 2 chopps cada (6 no total) e um prato individual surtiram uma conta de 120 e poucos reais. 42 reais cada um. Não sei você o que achou, mas eu saí de consciência pesada e bolso muito leve. A barriga cheia, pois comi o prato praticamente sozinho, e a cabeça na Weiss que vai me deixar com saudades, pois não voltaria tão cedo. Pelo menos pagando…
Deixamos uma bela gorjeta ao Antonio e roubamos uma bela mostarda Berna, que estava dando bobeira, muqueada na jaqueta. Assim termina a noite, com seus altos e baixos. O tradicional Bar precisou da tradicionalíssima conterrânea cerveja para convencer estes ganjeiros. O que, convenhamos, é mais mérito da cerveja que deste bar.
Lideranças tucanas se reúnem na Granja Viana.
Na boa, Fau. O status de “Presidente do PSDB Mulher de Cotia e Coordenadora de Comunicação do PSDB Mulher Estadual” é louvável, e é de qualquer um tirar o chapéu. Mas é um jeito tucano de dizer gentilmente que você foi “secundarizada”. Não quero você numa cadeira, assistindo e relatando (muito bem, diga-se de passagem) os responsáveis pelo poder na região agirem. Eu quero você na cadeira principal, dizendo a eles como agirem e porque. Minha opinião? Saia logo do PSDB, que é um oceano de hipocrisia…
FAU, VOCÊ É FODA. E foda demais, para estes.
Pra quem não conhece, a Fau Barbosa é uma importante figura que tem se destacado muito em defesa da Granja Viana e da mulher. Seu jornalismo é de primeira e é uma das mais competentes e trabalhadoras que já vi, dona do site do primeiro link.
https://www.facebook.com/faubarbosa
Eric Hirsch
Olá, caros leitores.
Bem vindos a mais uma sexta-feira 13 ensolarada, no nosso adorado bairro da Granja Viana. Daqui a pouco vai chover. Daqui a pouco a Raposo vai voltar ao caos de sempre. Daqui a pouco anoitece e você, se não estiver numa viagem muito louca com seus amigos, vai querer partir pra Boemia, que eu sei. Aloka.
Vila Madalena ou Augusta? Pinheiros, será? Ou talvez um cinema de noitinha, ver o Tom Cruise balançar as cabelas e as tetinhas, já caidinhas agora, no último Missão Impossível… Engraçado, como temos que recorrer sempre à capital para alguma coisa interessante na vida noturna. Às vezes tem festa na casa de amigos, belas casas de amigos; porém, nessa época do ano…
Se bem que…
O bairro está mudando, existem boas tentativas de mudar o cenário monótono atual. Este que vos fala (vos tecla, ou sei lá), andou, no passado, correndo atrás de imóveis e imobiliárias para abrir seu espaço cultural; todavia, sem sucesso (capital).
Digo monótono, pois até as cores desses novos empreendimentos babacas são iguais. Cara, não há nada que me irrite mais que passar pela São Camilo, observando antigos desejos de consumo, imóveis, para nosso sonho de sustentar um Bar/ Casa de Show/Cineclub acessível, se transformar em Shopping. Em MAIS UM shopping, MAIS UM restaurante Japonês, MAIS UM bar caríssimo tocando música chata…
MICHEL TELÓ É A MÃE!!!!
PORRA, SÓ ABRE BOSTA NESSA MERDA!!!! AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!!!!!!!!!!!!!!!
…….
Passou. Huhu!
Bom, os próximos posts serão sobre como isso não é inteiramente verdade. Ou será que só abre, mesmo, bosta nessa merda?
Enquanto não pudermos realizar nosso sonho de abrir um espaço cultural aqui na Granja, vamos informando do que há de bom e ruim rolando pelo bairro…
Avaliaremos todos os bares da Granja Viana a partir de critérios que interessam a vocês, leitores, por:
1. A Cerveja e seus preços, são decentes (item mais amplo da lista)?
2. Qual o estado do banheiro e o estado de sua respectiva fila?
3. Tem lugares confortáveis e em quantidade suficiente?
4. A música e o “clima” ambiente?
5. Tem shows ao vivo, acessíveis e de qualidade?
6. Tem petiscos, a preços acessíveis e muy gostosos?
7. Como é a galera que frequenta?
8. O serviço é do bão?
Incluiremos artistas e bandas que tem material disponível na internet, será também um canal de divulgação. Porém, cuidado; não será isento de críticas. Ninguém será poupado.
Saravá
Eric Hirsch (Um dos Ganjeiros)